Esse texto, ao contrário do que o título pode induzir, não é sobre a industria farmacêutica mas sobre o conceito desta que é empregado em todos os outros ramos da vida.
Lendo uma matéria sobre o governo do Rio Grande do Sul, o jornal mostra na primeira capa, com motivo de glória, o trabalho que a PM esta fazendo por aqueles lados. Diz a matéria que a média de prisões esse ano é de 131 por dia. A governadora já fala, euforicamente, sobre a construção de mais presídios.
Vivemos um câncer social, e doente e mazelada, o grito eufórico da sociedade é por mais remédio. Não adianta esses tratamentos que, como os remédios do câncer, só degradam cada vez mais a nossa saude. Temos que buscar a cura. É preferível não ter a doença a que usar seu tratamento.
Mas, como todo doente, não dispomos mais da nossa racionalidade, esperamos sempre por mais remédios com a esperança do milagre. E se alguem for atingido por esse mau o melhor é entreva-lo em uma cama de hospital, ou melhor, em uma cela - no nosso caso masmorras - sujas e imundas, para que as bactérias da injustiça social se proliferem em meio ao ódio de quem nunca teve a oportunidade do mínimo de "saneamento educacional básico".
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terça-feira, janeiro 30, 2007
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